segunda-feira, 14 de julho de 2014

Refletindo as Relações entre o AEE e o texto “Modelo dos Modelos” de Ítalo Calvino








Refletindo as Relações entre o AEE e o texto “Modelo dos Modelos” de Ítalo Calvino
Renata Augusta Batista


Ao refletirmos diante da leitura de Ítalo Calvino fica claro como o ser humano cria modelos para tudo, inclusive para pessoas, sociedade entre outras coisas. Ao conciliarmos o texto lido com a realidade do Atendimento Educacional Especializado percebemos que não é um trabalho muito fácil assim como outros, porém, não é algo que possa ser realizado relaxadamente, mesmo porque ele é pautado dentro de uma proposta de dificuldades, muitas dificuldades. Muitas vezes criamos um modelo de ensino em nossa memória sem experimentarmos a prática e muito menos sem conhecermos a realidade de fato apresentada, como salienta o personagem principal do texto o senhor Palomar. Quando a ação-refleção-ação não andam em consonância com a realidade do problema a ser resolvido não há resolução para o mesmo.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares. De modo que a chegada crescente dos mesmos no contexto da sala comum, tem despertado nos sistemas educacionais de ensino a busca por estratégias e recursos que favoreçam a estruturação de práticas de ensino que favoreçam a todos os educandos presentes nestas instituições de ensino. Neste sentido, ao fazermos uma relação do AEE com as ideias do texto:” Modelo dos modelos” por Ítalo Calvino, percebemos que não existe a possibilidade de modelos prontos, acabados, sem flexibilidades, que não levam em conta a realidade e as diferenças serem colocados em prática, pois a relação entre sujeito e objeto acontecem num contexto de diversidades e de mudanças constantes, que requer uma ação-refleção-ação associada a adaptações que devem acompanhar as transformações e as diversidades socioculturais no qual o sujeito faz parte.
Neste sentido, que o AEE, que ainda passa por uma estruturação que ainda não está pronta surge. E para que o AEE se desenvolva ele necessita de um professor que não esteja preso a modelos, pois os casos presentes neste contexto são únicos, ás vezes parecidos, porém, nunca iguais. Como o desenvolvimento de cada aluno segue de uma forma diferenciada em sua evolução, ele também exigirá um Plano de AEE individual levando em conta a realidade o aluno como um ponto de partida para um trabalho a ser construído com ele de fato e de direito.
Cabe salientar também que assim como o senhor Palomar mudou de postura diante dos modelos propostos e como as mudanças sofridas por esses modelos foram fundamentais para suas mudanças de regras; nos quanto professores também precisamos mudar nossa postura frente aos nossos alunos principalmente os atendidos no AEE, visto que, muitas das vezes nos somos a linha de frente que intervem por eles, uma vez que, muitos pais ainda são leigos e não sabem os direitos de seus filhos e não são respeitados na sociedade em que vivem.

Compreendemos que o modelo que Ítalo Calvino cita como sendo um padrão e homogênio em moldes devem cair por terra para que não venha fazer parte de nossa prática diária, como o autor mesmo diz:” ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas””. Porém, não podemos deixar de experimenta os exemplos existentes fazendo adequações à realidade de nossos alunos. Chegamos a seguinte conclusão de que, o modelo padrão e único abre precedentes a uma variedade de modelos que podem ser adaptados em diversas situações desde que levem em conta a realidade de cada aluno. 

REFERÊNCIAS

CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.