Refletindo as Relações
entre o AEE e o texto “Modelo dos Modelos” de Ítalo Calvino
Renata Augusta Batista
Ao refletirmos diante da
leitura de Ítalo Calvino fica claro como o ser humano cria modelos
para tudo, inclusive para pessoas, sociedade entre outras coisas. Ao
conciliarmos o texto lido com a realidade do Atendimento Educacional
Especializado percebemos que não é um trabalho muito fácil assim
como outros, porém, não é algo que possa ser realizado
relaxadamente, mesmo porque ele é pautado dentro de uma proposta de
dificuldades, muitas dificuldades. Muitas vezes criamos um modelo de
ensino em nossa memória sem experimentarmos a prática e muito menos
sem conhecermos a realidade de fato apresentada, como salienta o
personagem principal do texto o senhor Palomar. Quando a
ação-refleção-ação não andam em consonância com a realidade
do problema a ser resolvido não há resolução para o mesmo.
A Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como
objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas escolas regulares. De modo que a
chegada crescente dos mesmos no contexto da sala comum, tem
despertado nos sistemas educacionais de ensino a busca por
estratégias e recursos que favoreçam a estruturação de práticas
de ensino que favoreçam a todos os educandos presentes nestas
instituições de ensino. Neste sentido, ao fazermos uma relação do
AEE com as ideias do texto:” Modelo dos modelos” por Ítalo
Calvino, percebemos que não existe a possibilidade de modelos
prontos, acabados, sem flexibilidades, que não levam em conta a
realidade e as diferenças serem colocados em prática, pois a
relação entre sujeito e objeto acontecem num contexto de
diversidades e de mudanças constantes, que requer uma
ação-refleção-ação associada a adaptações que devem
acompanhar as transformações e as diversidades socioculturais no
qual o sujeito faz parte.
Neste sentido, que o
AEE, que ainda passa por uma estruturação que ainda não está
pronta surge. E para que o AEE se desenvolva ele necessita de um
professor que não esteja preso a modelos, pois os casos presentes
neste contexto são únicos, ás vezes parecidos, porém, nunca
iguais. Como o desenvolvimento de cada aluno segue de uma forma
diferenciada em sua evolução, ele também exigirá um Plano de AEE
individual levando em conta a realidade o aluno como um ponto de
partida para um trabalho a ser construído com ele de fato e de
direito.
Cabe salientar também
que assim como o senhor Palomar mudou de postura diante dos modelos
propostos e como as mudanças sofridas por esses modelos foram
fundamentais para suas mudanças de regras; nos quanto professores
também precisamos mudar nossa postura frente aos nossos alunos
principalmente os atendidos no AEE, visto que, muitas das vezes nos
somos a linha de frente que intervem por eles, uma vez que, muitos
pais ainda são leigos e não sabem os direitos de seus filhos e não
são respeitados na sociedade em que vivem.
Compreendemos que o
modelo que Ítalo Calvino cita como sendo um padrão e homogênio em
moldes devem cair por terra para que não venha fazer parte de nossa
prática diária, como o autor mesmo diz:” ele se depara face a
face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável,
formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas””.
Porém, não podemos deixar de experimenta os exemplos existentes
fazendo adequações à realidade de nossos alunos. Chegamos a
seguinte conclusão de que, o modelo padrão e único abre
precedentes a uma variedade de modelos que podem ser adaptados em
diversas situações desde que levem em conta a realidade de cada
aluno.
REFERÊNCIAS
CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.
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